Reforma eleitoral
Compra de
espaço publicitário na rede, pelo texto, fica proibida.
Para valer já em 2010, proposta tem que ser aprovada até setembro.
Do G1, em Brasília
O grupo de trabalho responsável por propor mudanças na lei eleitoral apresentou
um projeto de reforma nesta quarta-feira (24), em Brasília. Pelo documento, fica
liberado o uso de e-mail, blogs, sites de relacionamento e até do Twitter nas
campanhas, que começariam a partir do dia 5 de julho. Os candidatos também
poderão receber doações via internet, mas somente de pessoas físicas.
Apesar da liberação da rede para a campanha, os políticos ficarão proibidos de
comprar espaços publicitários na internet. Os simpatizantes também vão poder
fazer páginas na internet de apoio aos seus candidatos. Segundo o texto,
outdoors nas ruas passam a ser irregulares.
Pela proposta, os debates entre candidatos na internet também serão liberados,
mas com as mesmas normas em vigor hoje: as regras devem ser aprovadas por dois
terços dos participantes.
Segundo o texto, as doações via internet terão um limite, como acontece
atualmente. Cada doador poderá dar às campanhas até 10% de sua renda bruta
anual. Pessoas jurídicas ficam impedidas de usar esse método para doação.
Urna eletrônica
O texto apresentado pelo grupo propõe uma auditoria em 2% de todas as urnas
eletrônicas do país. A partir do ano que vem, diz o projeto, entraria em vigor
uma norma que exige a apresentação de um documento com foto, juntamente com o
título, na hora da votação.
A proposta também implementa uma novidade a partir da eleição de 2014: a urna
eletrônica passaria a apresentar um resumo de todos os votos e imprime uma cópia
dele, que seria depositada em uma urna.
O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), deve apresentar o texto na
próxima semana ao plenário. Para entrar em vigor já nas eleições de 2010, ele
deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado até setembro deste ano.